segunda-feira, 23 de junho de 2008

Ou seja...

Devo ater-me em ser feliz ocorra nuvens pesadas ou finas nuvens brancas num céu de brigadeiro. Bem seria mais fácil se todos os dias fossem assim. Em meio ao verde e som de qualquer música. Qualquer. Sem música, a vida seria um erro. É mais que uma frase. É algo que qualquer coração realmente vivo sente. Algo ocorre ao redor que atinge o coração, não por ser mais sonoro, mas por casar com o ritmo do seu compasso. E o corpo sem passos certos, mas no caminho correto. Não reto.
Devo ater-me à tempestade apenas para lembrar minha sombra que é ela que me segue e de acordo com minha vontade. Se somente a luz ocorre de todas as direções, sombra, de que lado do piso você vai surgir?
Devo ater-me à verdade absoluta, que não é a verdade do mundo, essa utopia que criamos por medo de assumir ser quem somos. Se o que quero é brisa no rosto, trilhos no vale verde e outras cores, por que viajo em um avião, se azul pálido é só o que tem ao redor? Os pássaros seriam felizes? Ver o azul e outras cores mais.
Eu queria ser um pássaro. Para ter a chance de pousar.
Devo ater-me em ser menos reclamão e chato e ser mais gentil como sou no meu peito, debaixo de ossos, músculos, pele e panos. Medo de oferecer um chocolate para você repor as energias? Por que meninos não se abraçam e meninas se maquiam? Por que meninos se maquiam e meninas se abraçam? Mundo confuso.
Devo ater-me em ser somente aquilo que nasci para ser - e somente eu sei o que isso significa. É melhor provocar um terremoto por ser quem se é do que por ser... quem?
Devo ater-me da abstenção de qualquer valor literário. Se Paulo Coelho é o melhor escritor do Brasil, quem seria o pior? O otorrino que escreveu sobre cardiologia?
Devo ater-me aos amigos verdadeiros e não àqueles que se iludem com pessoas embrulhadas em moradas, seriam palacetes?
Devo ater-me aos amigos verdadeiros e não àqueles que não aceitam críticas. Meu bem, se o restante da sua agenda fosse mais sincera, você não teria motivos para chorar todos os dias. Melhor uma esponja e sabão no rosto que o piso de cimento. Melhor um amigo com uma esponja nas mãos que o mundo de concreto.
Devo ater-me em não me ater em nada, absolutamente nada, apenas em mim. Eu me vejo nos outros. Ater-me em mim.
Devo ater-me em entender que o nada que se perde, é o tudo que está por vir.
Ou seja, apenas em ser feliz.
Ronny Leal

Um comentário:

Roberto disse...

Juro que tentei entender... rs
Agora me explica! :D